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A força motriz da arte…e do jarro de pandora também.

“Pandora foi tomada por intensa curiosidade de saber o que continha aquela caixa, e, certo dia, destampou-a para olhar.”E tudo começou…

O Movimento

É uma arte que tem como maior preocupação liberar o verdadeiro “eu” em uma espécie de sonho real.Quem não se lembra daquela frase do Chacrinha “Eu vim para confundir” ? Deve ser isso que a maioria das pessoas pensam no momento em que se deparam com o surrealismo, de certa forma elas estão certas, mas o surrealismo não prega isso como razão e sim como caminho, o caminho a criatividade, a essência, ao subconsciente, a liberdade, a arte, e finalmente, a realidade.

Com estudos de Freud e o cenário político europeu no início do século XX formaram o ambiente perfeito para um movimento estético fantasioso e que quebrava com todos os conceitos exercidos pela sociedade européia. Representando o irracional e o subconsciente, o Sureralismo combatia a sociedade européia e a posição do ser humano no mundo.

Uma publicação sobre o Manifesto do Surrealismo assinado por André Breton em 1924 marcou o início do movimento onde se propunha a restauração dos sentimentos humanos e do instinto como ponto de partida para uma nova e ousada linguagem artística. Para isso era preciso que o homem tivesse uma visão totalmente instrospectiva de si mesmo e encontrasse o ponto do espírito onde a realidade interna e externa pudessem ser percebidas por completo, sem contradiçes. A livre associação e a análise dos sonhos, ambos métodos da psicanálise praticados por Freud, e a libertação da coletividade por Marx, transformaram-se nos procedimentos básicos do surrealismo.

O Surrealismo está presente quando não há uma visão critica, quando não há uma impregnação de lógica ou um racionalismo “artificial”, levando o homem a um nível em que a lógica humana se perde.O subconsciente exerce uma maior importância do que o consciente, pois ele é “puro” é livre de qualquer interferência, ele seria a “verdade” ou pelo menos o caminho até ela.

O Dadaísmo e o Futurismo são os estilos que mais possuem proximidade com o Surrealismo, porém o Surrealismo é menos radical do que o Dadaísmo.Ele propõe a destruição porém essa destruição é seguida de uma reestruturação sobre novas bases, querendo mudar a realidade. O Surrealismo possuí um grande interesse na fantasia, na tristeza, na melancolia, e porque não… na vida.

Os principais períodos:

*O período dos sonhos (1924), vindo das obras de natureza simbólica extraída por diferentes procedimentos de figurativismo;

*O período do compromisso político (1928) caracterizado pela aproximação de seus líderes ao comunismo;

*O período de difusão (1930) empenhando-se na formação de grupos surrealistas em toda Europa, promovendo sua “expansão territorial”.

“Deve-se criar confusão sistematicamente, deste modo coloca-se em movimento o processo criativo. Tudo o que gera contradição é sinônimo de vida” (Salvador Dali).

Os Artistas

Giorgio de Chirico Giorgio de Chirico

Giorgio De Chirico nasceu em Volos, Grécia, em 1888. Morreu em Roma, Itália, em 1978. Estudou em Atenas. Foi para Munique em 1906, tendo recebido nessa época influências do romantismo de Böcklin e do simbolismo de Klinger. Entre 1911 e 1915 morou em Paris, onde entrou em contato com as vanguardas artísticas. Suas telas foram admiradas por Breton e Apollinaire. Durante a Primeira Guerra Mundial retornou à Itália. Nesse período, junto com Carrá e Morandi, introduziu idéias de uma pintura metafísica, que interrogavam dimensões do conhecimento, onde o vazio existencial se faz presente.

De Chirico teve bastante projeção dentro das correntes artísticas vigentes na época tendo contribuído, decisivamente, para o Surrealismo, proposto por Breton, em 1924. Com sua pintura, Giorgio De Chirico antecipou o triunfo da estética surrealista; de certo modo, o enigma de sua radical transformação pictórica acrescenta mais uma interrogação ao estranho mundo de suas visões.

Mais tarde, rompeu com esses movimentos e passou a pesquisar técnicas de pintura copiando, inclusive, quadros renascentistas.

andromache souvenir, piazza

Chagall Marc Chagall

(Vitebsk, 1887 – Saint-Paul-de-Vence, 1985)

Pintor, gravador e vitralista bielorusso, Marc Chagall nasceu em Vitebsk em 7 de julho de 1887.

Iniciou-se em pintura no ateliê de um retratista local. Em 1908 estudou na Academia de Arte de São Petersburgo e, de volta à cidade natal, conheceu Bella, de quem pintou um retrato em 1909 (Kunstmuseum, Basiléia).

Retornou a São Petersburgo e de lá seguiu para Paris em 1910, ligando-se a Blaise Cendrars, Max Jacob e Apollinaire e aos pintores Delaunay, Modigliani e La Fresnay.

Marc Chagall trabalhou intensamente para integrar seu mundo de fantasias na linguagem moderna, derivada do fauvismo e do cubismo.

Obras importantes desse período são “Moi et le village” (1911; “Eu e a aldeia”), “L’Autoportrait aux sept doigts” (1911; “Auto-retrato com sete dedos”), “La Femme enceinte” (1912-1913; “Mulher grávida”), “Le Soldat boit” (1912; “O soldado bebe”).

Quase todos esses títulos foram dados por Cendrars. Coube a Apollinaire escolher as telas que Chagall expôs em 1914 em Berlim, com grande influência sobre o expressionismo de pós-guerra.

Quando explodiu a guerra, Chagall, de volta à Rússia, foi mobilizado, mas ficou em São Petersburgo. Em 1915 casou-se com Bella.

Irrompendo a revolução socialista de 1917, foi nomeado comissário de belas-artes do governo de Vitebsk. Fundou uma escola aberta a todas as tendências, entrou em conflito com Malevitch e acabou demitindo-se.

Na mesma época, pintou murais para a sala e o foyer do teatro judeu de Moscou.

Retornou a Paris em 1922. Por encomenda do editor Ambroise Vollard, ilustrou a Bíblia e executou 96 gravuras para uma edição de Almas mortas de Gogol, só publicada em 1949.

Em 1927 ilustrou também as Fábulas de La Fontaine (cem gravuras publicadas em 1952). São dessa fase suas primeiras paisagens, bem como quadros que renovaram o tema lírico das flores.

Em 1931 Chagall visitou a Palestina e a Síria e publicou Ma vie (Minha vida), autobiografia ilustrada por gravuras que já haviam aparecido em Berlim em 1923. Em 1933 realizou grande retrospectiva no Kunstmuseum de Basiléia.

A partir de 1935 o clima de guerra e de perseguição aos judeus repercutiu em sua pintura, na qual os elementos dramáticos, sociais e religiosos passaram a tomar vulto.

Em 1941 foi para os Estados Unidos, onde em 1944 morreu Bella Chagall, causando-lhe grande depressão. Mergulhou de novo no mundo das evocações e concluiu o quadro “Autour d’elle” (“Em torno dela”, Musée National d’Art Moderne, Paris), iniciado em 1937 e que se tornou uma síntese de sua temática. Em 1945 pintou grandes telas de fundo, cenários para o balé O pássaro de fogo, de Stravinski.

Regressou definitivamente à França em 1947. Em 1950 criou vitrais para a sinagoga da universidade hebraica de Jerusalém. Os vitrais para a catedral de Metz, dos muitos que concebeu a seguir, datam de 1958. Chagall esteve várias vezes em Israel nessa época, desincumbindo-se de várias encomendas.

Na França e nos Estados Unidos, além de vitrais, realizou mosaicos, cerâmicas, murais e projetos de tapeçaria. Em 1973 foi inaugurado em Nice o Museu da Mensagem Bíblica de Marc Chagall. Em 1977 o governo francês agraciou-o com a grã-cruz da Legião de Honra.

Reconhecido como um dos maiores pintores do Século 20, Marc Chagall morreu em Saint-Paul de Vence, no sul da França, em 28 de março de 1985.

Paul Klee Paul Klee

Influenciado por seu pai, o professor de música Hans Klee, Paul interessou-se primeiramente por música, mas na adolescência viu aflorar sua vocação para as artes plásticas.

Estudou na Academia de Belas Artes de Munique e, estabelecendo-se nessa cidade, conheceu Kandinsky e Franz Marc, entre outros artistas de vanguarda.

Em 1906, casou-se com a pianista Lili Stumpf, com quem teve um filho, Félix. Nesse mesmo ano, expôs suas gravuras pela primeira vez.

Passou a fazer parte, em 1911, do grupo “Der Blaue Reiter” (“o cavaleiro azul”), que reunia artistas expressionistas liderados por Wassily Kandisnky.

Klee visitou a Tunísia em 1914, o que proporcionou grande impacto em sua obra. Impressionado com a luminosidade e as cores do país africano, Klee chegou a declarar que “a cor e eu somos um só”.

Durante a Primeira Guerra Mundial, Paul Klee integrou o exército imperial da Alemanha. Com o fim do conflito, tornou-se professor da famosa escola de arte moderna Bauhaus, instalando-se na cidade de Weimar.

Além de possuir uma das mais importantes obras pictóricas da primeira metade do século 20, Paul Klee notabilizou-se por sua reflexão teórica, encontrada em textos como “Sobre a Arte Moderna” e “Confissão Criadora”.
A partir de 1931, o artista tornou-se professor da Academia de Düsseldorf. Com a ascensão dos nazistas ao poder, a situação de Klee na Alemanha tornou-se difícil, sendo considerado um produtor de “arte degenerada”.

Em 1933, retornou à Suíça. Dois anos depois, teve diagnosticada uma doença auto-imune e progressiva, a esclerodermia. Paul Klee faleceu em Berna, em 1940.

MArcel Duchamp Marcel Duchamp

Artista francês, Marcel Duchamp nasceu em Blainville, França, a 28 de julho de 1887, e morreu em Nova York, EUA, em 2 de outubro de 1968. Irmão do pintor Jacques Villon (Gastón Duchamp) e do escultor Raymond Duchamp-Villon. Freqüenta em Paris a Academie Julian, onde pinta quadros impressionistas, segundo ele, “só para ver como eles faziam isso”.

Em 1911-1912 suas obras “O rei e a rainha cercados de nus” e “Nu descendo uma escada” estão na confluência entre o Cubismo e o Futurismo. São quadros simultaneistas, análises do espaço e do movimento. Mas já se destacam pelos títulos, que Duchamp pretende incorporar ao espaço mental da obra.

Entre 1913-1915 elabora os “ready-made”, isto é, objetos encontrados já prontos, às vezes acrescentando detalhes, outras vezes atribuindo-lhes títulos arbitrários. O caso mais célebre é o de “Fonte”, urinol de louça enviado a uma exposição em Nova York e recusado pelo comitê de seleção. Os títulos são sugestivos ou irônicos, como “Um ruído secreto” ou “Farmácia”. Detalhe acrescentado em um “ready-made” célebre: uma reprodução da Gioconda, de Leonardo da Vinci, com barbicha e bigodes.

Segundo o crítico e historiador de arte Giulio Carlo Argan, os “‘ready-mades’ podem ser lidos como gesto gratuito, como ato de protesto dessacralizante contra o conceito ‘sacro’ da ‘obra de arte’, mas também como vontade de aceitar na esfera da arte qualquer objeto ‘finito’, desde que seja designado como ‘arte’ pelo artista”.

Esses “ready-mades” escondem, na verdade, uma crítica agressiva contra a noção comum de obra de arte. Com os títulos literários, Duchamp rebelou-se contra a “arte da retina”, cujos significados eram só, segundo ele, impressões visuais. Duchamp declarou preferir ser influenciado pelos escritores (Mallarmé, Laforgue, Raymond Roussel) – e não pretendia criar objetos belos ou interessantes. A crítica da obra de arte se estendia à antítese bom gosto-mau gosto.

Entre 1915 e 1923 o artista dedicou-se à sua obra principal, “O grande vidro”, pintura a óleo sobre uma placa de vidro duplo dividido em duas seções. A parte superior chamou de “A noiva desnudada pelos seus celibatários, mesmo”; e a inferior, “Moinho de chocolate”. Toda a obra é um pseudomaquinismo: a “noiva” é um aparato mecânico, assim como os “celibatários”. Contendo vários níveis de significação, várias hipóteses foram formuladas pela crítica para descobrir o sentido de sua complicada mitologia.

Para Giulio Carlo Argan, “O grande vidro” foi desenvolvido “em torno de significados erótico-místicos, joga com a transparência do espaço, com o significado alquímico e simbólico, com o conceito de ‘andrógino’, inato em todos os indivíduos”.

Coincidir arte e vida

Após “O grande vidro”, Duchamp dedicou-se aos mecanismos ópticos – que chamou de “rotorrelevos”. Em 1941 executa uma “caixa-maleta”, contendo modelos reduzidos de suas obras, e, em 1943, a “Caixa verde”, contendo fotos, desenhos, cálculos e notas.

A partir de 1957 vive em Nova York, dedicando-se à sua paixão pelo jogo de xadrez. Seu silêncio parece uma redução da capacidade inventiva, mas após sua morte descobre-se que o artista estivera trabalhando secretamente na construção de um “ambiente”: um quarto fechado onde repousa uma figura em cera, cercada de vegetações. O ambiente só pode ser visto, por determinação do artista, por um orifício da porta.

A obra de Duchamp, reduzidíssima, foi menos obra do que uma atitude, um gesto crítico radical, mas em muitas declarações o artista recusou-se a ser visto como um destruidor. A atitude crítica de Duchamp ainda repercute, tantos anos depois de suas criações radicais.

Na opinião de Giulio Carlo Argan, “talvez a obra de Duchamp alquímica por excelência seja toda a sua vida, que serve de modelo para todas as novas vanguardas do segundo pós-guerra, do ‘New Dada’ às experiências de recuperação do corpo como expressão artística, na intenção de fazer coincidir arte e vida”.

Fontes:

– Enciclopédia Mirador Internacional
– “Arte moderna”, Giulio Carlo Argan, Editora Cia. das Letras

Joan Miró Joan Miró

Joan Miró nasceu em Barcelona, na Espanha, em 20 de abril de 1893. Apesar da insistência do pai em vê-lo graduado, não completou os estudos. Freqüentou uma escola comercial e trabalhou num escritório por dois anos até sofrer um esgotamento nervoso. Em 1912, seus pais finalmente consentiram que ingressasse numa escola de arte em Barcelona. Estudou com Francisco Galí, que o apresentou às escolas de arte moderna de Paris, transmitiu-lhe sua paixão pelos afrescos de influência bizantina das igrejas da Catalunha e o introduziu à fantástica arquitetura de Antonio Gaudí.

Miró trazia intuitivamente a visão despojada de preconceitos que os artistas das escolas fauvista e cubista buscavam, mediante a destruição dos valores tradicionais. Em sua pintura e desenhos, tentou criar meios de expressão metafórica, ou seja, descobrir signos que representassem conceitos da natureza num sentido poético e transcendental. Nesse aspecto, tinha muito em comum com dadaístas e surrealistas.

De 1915 a 1919, Miró trabalhou em Montroig, próximo a Barcelona, e em Maiorca, onde pintou paisagens, retratos e nus. Depois, viveu em Montroig e Paris alternadamente. De 1925 a 1928, influenciado pelo dadaísmo, pelo surrealismo e principalmente por Paul Klee, pintou cenas oníricas e paisagens imaginárias. Após uma viagem aos Países Baixos, onde estudou a pintura dos realistas do século XVII, os elementos figurativos ressurgiram em suas obras.

Na década de 1930, seus horizontes artísticos se ampliaram. Fez cenários para balés, e seus quadros passaram a ser expostos regularmente em galerias francesas e americanas. As tapeçarias que realizou em 1934 despertaram seu interesse pela arte monumental e mural. Estava em Paris no fim da década, quando eclodiu a guerra civil espanhola, cujos horrores influenciaram sua produção artística desse período.

No início da segunda guerra mundial voltou à Espanha e pintou a célebre “Constelações”, que simboliza a evocação de todo o poder criativo dos elementos e do cosmos para enfrentar as forças anônimas da corrupção política e social causadora da miséria e da guerra.

A partir de 1948, Miró mais uma vez dividiu seu tempo entre a Espanha e Paris. Nesse ano iniciou uma série de trabalhos de intenso conteúdo poético, cujos temas são variações sobre a mulher, o pássaro e a estrela. Algumas obras revelam grande espontaneidade, enquanto em outras se percebe a técnica altamente elaborada, e esse contraste também aparece em suas esculturas. Miró tornou-se mundialmente famoso e expôs seus trabalhos, inclusive ilustrações feitas para livros, em vários países.

Em 1954, ganhou o prêmio de gravura da Bienal de Veneza e, quatro anos mais tarde, o mural que realizou para o edifício da UNESCO em Paris ganhou o Prêmio Internacional da Fundação Guggenheim. Em 1963, o Museu Nacional de Arte Moderna de Paris realizou uma exposição de toda a sua obra. Joan Miró morreu em Palma de Maiorca, Espanha, em 25 de dezembro de 1983.

Dali Salvador Dali

Salvador Dali nasceu em 11 de maio de 1904, na cidade catalã de Figueras (Espanha), região que foi também uma espécie de pano de fundo para grande parte de sua obra. Tornou-se uma figura popular com aqueles bigodes enormes. Era artista e showman na divulgação da própria obra. Filho de um prestigioso tabelião, estudo escola pública (Colégio Salle). Começou a estuar desenho quando tinha 13 anos. Em 1919 participa de uma exposição de pintura. Em 1922 obtém o reconhecimento da Associação Catalã de Arte e no mesmo ano matricula-se na Escola de Belas Artes de Madrid, onde fica até 1926 conhecendo Frederico Garcia Lorca, Luís Brunuel.Vinha de uma família sólida de classe média. Era rodeado por amigos ricos e cultos que incentivavam Dali e mantinham bem informado sobre os desenvolvimentos no mundo das artes.

Foi estudar pintura em Madri (1921-1926) quando já possuía boa bagagem artística. Foi nessa época que fez amizade com o poeta Lorca. Sua primeira exposição individual aconteceu em 1925, na Galeria Dalmau (Barcelona). Foi chamado em 1927 para o serviço militar, cumprindo-o no Castelo de Sant Ferran (Figueres). Surrealista desde 1928 (ano em produziu, com Buñuel, o filme” Un perro andaluz” e se incorpora ao grupo surrealista em Paris). Em 1938, fiel aomesmo tipo de pintura, modificou sua orientação temática até chegar a quase mesmo mistricismo.

É cada vez mais atraído para o Surrealismo a partir de 1.929, e influenciada pelas teorias de Sigmund Freud. Casou-se com Gala Eluard que fora antes sua amante, que além de ser a musa inspiradora, foi uma grande colaboradora e organizadora de seus afazeres. Mas foi ela também que sua ganância incentivou Dalí a banalizar a sua arte.

Sua melhor produção é considerada a que ocorreu entre os anos 29-39.Dalí pintou suas obras mais famosas. As pinturas desenvolviam interpretações e associações irracionais, dependendo do ponto de vista, de acordo com o método crítico-paranóico por ele criado. Conferiu à sua obra sempre uma aparência acadêmica com impecável precisão fotográfica. No final da década de 1930, Dalí estava começando a ser reconhecido nos Estados Unidos, onde as atitudes face às novidades artísticas eram menos conservadoras do que na Europa. O início da Segunda Guerra Mundial e a vitória dos alemães sobre a França, em 1940, levaram Dalía fugir para os EUA, onde ficou oito anos. Durante a Segunda Guerra Mundial, com a invasão alemã em 1940, vai para os Estados Unidos, onde teve inúmeras oportunidades para usar seu talento. A América também despertou seu lado exibicionista, tornou-se uma super-celebridade. Em 1962 cria grandes pinturas como a “Batalha de Tetuán”.Recebe em 1964 a Cruz de Isabel a Católica e un ano depois; realiza una grande exposição em Tókio. Em 1973 é inaugurado o Museu Dali.

Os últimos anos de Salvador Dalí foram obscurecidos por um distanciamento de Gala, que morreu em 1982. No mundo das artes crescia a preocupação com a quantidade de obras falsas que lhe eram atribuídas a Dalí.

O próprio Dali sabia de sua parcial culpa, pois que muitas vezes chegou a assinar centenas de folhas em branco que seriam obviamente usadas de forma ilícita. Em 1986 sofreu graves queimaduras por causa de um incêndio,ocorrido em seu quarto.

A partir de então vive prostrado em uma cama na torre do Museu de Figueres. Faleceu em 20 de janeiro de 1989, anos 84 anos deidade. Seu corpo embalsamado está enterrado em uma tumba sob a cúpula do Museu de Figueres (Espanha).

PS: Ainda haverá um artigo especial sobre o Dali, por isso não me aprofundei.

Algumas Pinturas

Sim, não coloquei as descrições, nem os autores, e evitei obras “muito conhecidas” de propósito.

Citações do Manifesto Surrealista

“A atitude realista é fruto da mediocridade, do ódio, e da presunção rasteira. É dela que nascem os livros que insultam a inteligência.”
“A mania incurável de reduzir o desconhecido ao conhecido, ao classificável, só serve para entorpecer cérebros.”
“Hoje em dia, os métodos da Lógica só servem para resolver problemas secundários”.
“A extrema diferença de importância, que, aos olhos do observador ordinário, tem os acontecimentos de vigília e os do sono sempre me encheu de espanto. (…) Talvez o meu sonho da noite passada tenha dado prosseguimento ao da noite anterior e continue na próxima noite com rigor meritório.”
“Digamo-lo claramente de uma vez por todas: o maravilhoso é sempre belo; qualquer tipo de maravilhoso é belo, só o maravilhoso é belo. (…) Desde cedo as crianças são apartadas do maravilhoso, de modo que, quando crescem, já não possuem uma virgindade de espírito que lhes permita sentir extremo prazer na leitura de um conto infantil.”
“Oxalá chegue o dia em que a poesia decrete o fim do dinheiro e rompa sozinha o pão do céu na terra.”
“Em homenagem a Gullaume Apollinaire, Soulpault e eu demos o nome de SURREALISMO ao novo modo de expressão que tínhamos à nossa disposição e que estávamos ansiosos por pôr ao alcance de nossos amigos”
“O surrealismo não permite aos que a ele se consagram, abandona-lo quando lhes apetece faze-lo. Ele atua sobre a mente como os entorpecentes.”
“A mente que mergulha no surrealismo revive, com exaltação, a melhor parte de sua infância.”
“Imaginação querida, o que sobretudo amo em ti é não perdoares.”
“Só o que me exalta ainda é a única palavra: liberdade. Eu a considero apropriada para manter, indefinidamente, o velho fanatismo humano.”
“E como o vôo seguro de espírito depende do grau de resistência oposta a essa idéia, não é difícil compreender que o surrealismo não tenha hesitado em adotar a revolta absoluta, a insubmissão total, a sabotagem consoante às regras que de não espere nada e coisa alguma que não seja a violência.”
“Quem quer que fingisse adotar essa crença, sem verdadeiramente comungar neste desespero, não tardaria a ser visto como inimigo aos olhos dos que sabem.”
“Se pelo surrealismo rejeitamos a idéia de que só são possíveis as coisas que ‘existem’, se declaramos por um caminho que ‘existe’, chega-se àquilo que ‘não existia’; se não temos medo de insurgir-nos contra a Lógica; se não juramos que um ato executado em sonho é menos importante que um executado em estado de vigília; se não estamos certos de que um dia já não existirá o ‘tempo’ (…): COMO querem que manifestemos qualquer forma de carinho ou tolerância em relação a algum aparelho de conservação social, seja ele qual for?”
“Nós combatemos sob todas as formas, a indiferença poética, a distração artística, a pesquisa erudita, a especulação pura, e não queremos ter nada em comum com os economizadores de espírito.”
“Ainda que não restasse nenhum daqueles que mediram suas possibilidades de significação e sua fome de verdade, o surrealismo haveria de viver (…) Eu prometera a mim mesmo abandonar à sua triste sorte , certo numero de indivíduos.”
“Tive de defender o surrealismo da acusação de ser um movimento político anticomunista e contra-revolucionário”
“O surrealismo se considera indissoluvelmente ligado à marcha do pensamento marxista”

PS: Para fazer o download do Manifesto Surrealista completo, de Breton, use o link do site Culturabrasil.pro.br: http://www.culturabrasil.pro.br/zip/breton.zip

Fim do primeiro post.

Em breve postarei a segunda parte desse especial sobre o Surrealismo.

Surrealismo e seus segmentos

3 comentários

  1. Muito bom, parabens pelo trabalho, estou fazendo um trabalho sobre o Surrealismo e sua pesquisa vai ajudar muito.

    Mais uma vez parabens


  2. Muito Bom o jeito q coloka as figuras hehe’


  3. Você falou pouquíssimo de Magritte.

    Acho que ele foi o melhor.



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